Os medidores de vazão eletromagnéticos (MVE) funcionam com base na Lei de Faraday da Indução Eletromagnética, que exige que o líquido condutor a ser medido preencha completamente a tubulação e flua de forma estável através do campo magnético do sensor. Somente dessa forma os eletrodos podem detectar com precisão a força eletromotriz (FEM) induzida, gerada pelo líquido ao cortar as linhas de força magnéticas, fornecendo dados de vazão precisos. Instalar o MVE no ponto mais alto da tubulação ou em uma declividade viola diretamente essa condição fundamental de funcionamento, levando a erros de medição graves, operação instável e até mesmo falha do equipamento. As razões específicas são detalhadas a seguir:
Instalação no ponto mais alto do oleoduto
Instalar um medidor de vazão eletromagnético no ponto mais alto da tubulação é um dos métodos de instalação incorretos mais comuns, o que causa dois problemas principais que afetam a precisão da medição:
Primeiramente, o ar e as bolhas se acumulam facilmente. No processo de transporte de líquidos, o ar frequentemente se mistura à tubulação e, devido ao princípio da flutuação dos gases, esse ar e as bolhas sobem continuamente e se acumulam no ponto mais alto da tubulação. Quando o medidor de vazão eletromagnético é instalado nesse ponto, o ar acumulado forma uma bolsa de ar no tubo de medição do sensor, que cobre diretamente os eletrodos de medição do medidor. Como o ar é um meio não condutor, ele bloqueia o contato entre os eletrodos e o líquido condutor, impedindo que os eletrodos detectem a força eletromotriz induzida gerada pelo líquido ao interromper o campo magnético. Consequentemente, o medidor de vazão apresenta fenômenos anormais, como leituras instáveis, flutuações aleatórias, alarmes de tubulação vazia ou até mesmo nenhuma leitura de vazão (o medidor mostra 0 quando há fluxo de líquido real).
Data da publicação: 11 de maio de 2026